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Indicadores confirmam recuperação lenta da atividade econômica no País

O Indicador Antecedente Composto de Economia (IACE) registrou avançou de 0,6% entre setembro e outubro, chegando a 110,9 pontos. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

 

Das oito séries que compõe o IACE, seis colaboraram para a evolução do indicador no mês passado. Os destaques ficaram com o Índice de Expectativas do Setor de Serviços, que cresceu 2,3% no período, e a taxa referencial de swaps DI pré-fixada, com alta de 0,068%. Apesar de pequeno, o avanço desse item mostra que a política monetária do Banco Central (BC) está sendo bem avaliada pelo mercado e que há espaço para novos cortes na taxa Selic, disse Paulo Picchetti, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

 

Por outro lado, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) teve queda de 0,1%, para 99,5 pontos em outubro. Foi a primeira baixa desse indicador desde março deste ano.

 

De acordo com Picchetti, o avanço do IACE, que aponta tendências para o futuro da atividade no País, e a leve retração do ICCE, que mostra o quadro atual da economia, indicam que a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) continua em curso, mas ainda de forma lenta.

 

O entrevistado também chamou atenção para a diversidade da melhora do IACE. "Não é algo visto apenas em um setor. Tivemos uma evolução de vários componentes, da indústria aos serviços."

 

Entretanto, ele afirmou que as eleições presidenciais de 2018 podem puxar as expectativas para baixos nos próximos meses. "Se a reforma da Previdência não for aprovada e um candidato contrário a essa medida ganhar força, entraremos em um cenário pior que o atual", indicou o especialista.

 

Expansão do PIB

 

O PIB calculado pelo Itaú Unibanco (PIBIU) registrou avanço de 0,2% em setembro, no confronto com o resultado de agosto. No terceiro trimestre, o crescimento foi de 0,6%, frente ao registrado de abril a junho, e de 1,6%, na comparação com o igual período do ano passado. Esse último aumento superou a expectativa do banco, que projetava um avanço de 1,1% para o período.

 

"Diversos setores da indústria e do varejo, bem como o mercado de trabalho, estão apresentando resultados positivos nos últimos meses. Alinhado a isto, a dinâmica recente do PIBIU fortalece nossa visão de retomada gradual da atividade econômica do Brasil", apontou o banco, em nota divulgada ontem à tarde.

 

Já as estimativas da Serasa Experian indicaram avanço de 0,3% do PIB entre julho e setembro, na comparação com o segundo trimestre, e de 1,2%, ante igual período de 2016. Em comunicado, também divulgado ontem, a instituição mencionou o corte dos juros e a conjuntura internacional favorável entre os motivos para a recuperação do PIB.

 

Segundo Bruno Levy, economista da Tendências Consultoria, a melhora da atividade se dá apesar da incerteza política e em relação ao futuro das reformas. "É um movimento cíclico de recuperação, bastante ligado à inflação baixa e à política monetária", afirmou ele.

 

Mesmo com a evolução da atividade no País, o especialista disse que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve voltar ao patamar atingido antes da crise só em 2021.

 

"O investimento deve ter voltado a crescer no PIB do terceiro trimestre [ainda não divulgado], com a recuperação da construção civil e do setor de bens de capital. Entretanto, a queda da [FBCF] acumulada durante a crise econômica foi muito grande, temos praticamente uma década perdida."

 

A Tendências projeta avanços de 0,7% e 2,8% para o PIB deste e do ano que vem, respectivamente. Já para o investimento, é prevista diminuição de 2,2% em 2017, e avanço de 6,2% em 2018.

 

Mais otimismo

 

As estimativas dos analistas financeiros para o crescimento econômico melhoraram nos últimos meses. No relatório Focus mais recente, divulgado na segunda-feira, foi projetada expansão de 0,73% para o PIB deste ano. Em junho, era previsto avanço em torno de 0,4% para a economia em 2017.

 

De acordo com os entrevistados pelo DCI, o desempenho acima do esperado de diversos indicadores econômicos durante os últimos meses levou às alterações nas estimativas.

 

Fonte: DCI

 

Imagem: Agência Estadual de Notícias

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Em 2015, PIB caiu em todos os estados pela primeira vez

Todos os estados brasileiros registraram queda no Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas os bens e serviços produzidos no país) em 2015, de acordo com dados das Contas Regionais, divulgados nesta quinta-feira (16/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela primeira vez, a queda foi registrada em todas as unidades da Federação desde o início da série histórica em 2002. Em 2015, o PIB nacional caiu 3,5%.

Os dados divulgados pelo IBGE indicam que no mesmo ano, apenas cinco estados responderam por 64,7% do PIB nacional: São Paulo, com 32,4%; Rio de Janeiro (11%); Minas Gerais (8,7%); Rio Grande do Sul (6,4%); e Paraná (6,3%). Juntos, no entanto, eles tiveram a participação encolhida no total da economia brasileira em 0,2 ponto percentual, em relação a 2014.

 

“Os estados que tiveram melhor resultado foram bastante influenciados pela agropecuária. O que pesou negativamente foi a indústria de transformação, o comércio e a construção civil. Todas essas atividades tiveram quedas expressivas”, disse o gerente das Contas Regionais, Frederico Cunha.

 

O PIB de São Paulo aumentou 0,2 ponto percentual em relação a 2014, tendo sido, ao mesmo tempo, o estado com maior perda acumulada ao longo de toda a série histórica. Entre 2002 e 2015, a perda chegou a acumular 2,5 ponto percentual, passando de 34,9% para 32,4%.

 

Ainda na comparação entre 2014 e 2015, os melhores resultados foram obtidos por Mato Grosso do Sul (-0,3%), Roraima (-0,3%) e Tocantins (-0,4%), com retrações menos acentuadas. As quedas mais acentuadas ocorreram no Amapá (-5,5%), no Amazonas (-5,4%) e no Rio Grande do Sul (-4,6%).

 

Cunha ressaltou o fato de que no Mato Grosso do Sul, estado que teve o melhor desempenho em 2015, a queda de apenas 0,3% no PIB foi influenciada, em parte, pelo bom ano da agropecuária local, que cresceu 10,1% neste período. Os setores de Indústria (-4,4%) e Serviços (-1,6%), no entanto, contribuíram decisivamente para que, ainda assim, a taxa no estado fosse negativa.

 

“Os estados que tiveram melhor resultado foram bastante influenciados pela agropecuária. O que pesou negativamente foi a indústria de transformação, o comércio e a construção civil. Todas essas atividades tiveram quedas expressivas”, disse.

 

Cunha ratificou a generalização de resultados negativos como algo inédito em toda a série histórica. “Esse resultado de queda de todas as unidades da federação ainda não tinha sido visto, inclusive por nenhuma série já estimada pelo IBGE antes disso. É um resultado inédito que afeta todos os estados da federação”, explicou.

 

Já no Amapá, o estado com a redução mais acentuada em seu PIB, com taxa de -5,5%, as principais contribuições negativas foram dos setores de Indústria (-16,9%) e Serviços (-4,1%). “Eles foram puxados para baixo, principalmente, pelas atividades de Construção (-17,9%) e de Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (-14,5%)”, afirmou.

 

Participação no PIB

 

O IBGE ressaltou o fato de que a Região Sudeste, mesmo respondendo por parcela significativa do PIB (54%), manteve a tendência registrada nos últimos anos de retração de sua participação no total da economia, tendo perdido em 2015 0,9% de participação. A queda acumulada desde 2002 pela região chega a 3,4 pontos percentuais.

 

Neste mesmo período a Região Norte teve sua participação na economia aumentada em 0,7, o Nordeste (1,1 ponto percentual), o Centro-oeste (1,1 ponto percentual) e a Região Sul (0,6), todas ganhando espaço do PIB nacional.

 

“Na série 2002-2015, a Região Sudeste é a única que perdeu participação. Na verdade, todos os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ganharam participação, exceto Alagoas, Distrito Federal, Amazonas e Sergipe. O que mais ganhou participação foi Mato Grosso, com avanço da fronteira agrícola, entre outros fatores. Santa Catarina e Pará também ganharam bastante participação”, informou o gerente da pesquisa.

 

O economista lembrou que a manutenção dessa tendência de retração da participação do Sudeste no total da economia, entre 1014 e 2015, aconteceu mesmo com uma leve recuperação de espaço por parte de São Paulo, cuja participação no PIB passou de 32,2% em 2014 para 32,4%. No Rio de Janeiro, no entanto, houve diminuição: de 11,6% para 11%; Minas Gerais (de 8,9% para 8,7%) e Espírito Santo (de 2,2% para 2%). .

 

Já entre 2002 e 2015, a queda se concentrou em dois estados da Região Sudeste: São Paulo, de 34,9% para 32,4%; e Rio de Janeiro, de 12,4% para 11%. No mesmo período, Minas Gerais e Espírito Santo registraram aumento na participação em relação a 2002: de 8,3% para 8,7% e de 1,8% para 2%, respectivamente.

 

PIB per capita

 

 

Os dados indicam que um total de 18 unidades da federação fechou 2015 com PIB per capita abaixo da média nacional de R$ 29,326 mil. Neste aspectos, destacam-se negativamente o Maranhão, com renda per capita de R$ 11,366, foi 27º, último colocado no ranking; e o Piauí, com a 26º colocação e uma renda per capita de R$ 12,218 mil.

 

O PIB per capita do Distrito Federal era, em 2015, 2,5 vezes maior do que o da média nacional. Enquanto em 2015, o PIB médio do brasileiro era de R$ 29,326 mil, na capital federal o PIB per capita chegava a 73,971 mil.

 

Com um PIB per capita de R$ 31,337 mil, o Mato Grosso foi o estado que mais se destacou e o que mais avançou em toda a série histórica, passando de 11º em 2002 para 7º no ranking.

 

O Piauí, no entanto, foi o estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todos as unidades da federação, aumentando cerca de 5 vezes entre 2002 e 2015 (de R$ 2,440 mil para R$ 12,218 mil. O Maranhão também se destacou neste quesito, crescendo cerca de 4,2 vezes.

 

Outros estados que se destacaram no crescimento em valor do PIB per capita ao longo da série foram Tocantins, que cresceu 4,4 vezes e Rondônia, Pará e Ceará, que aumentaram cerca de 4 vezes.

 

Fonte: Correio Braziliense – Agência Brasil

 

Imagem: Nest Consultoria

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Pela primeira vez, economia de todos os estados encolhe, em 2015

O primeiro ano de recessão, 2015, quando a economia brasileira encolheu 3,5%, não poupou a atividade de nenhum estado brasileiro. De acordo com dados divulgados pelas Contas Regionais do IBGE nesta quinta-feira, pela primeira vez na série histórica da pesquisa, iniciada em 2002, houve queda no volume do PIB de todas as unidades da federação em 2015. Mato Grosso do Sul (-0,3%), Roraima (-0,3%) e Tocantins (-0,4%) tiveram as menores quedas, enquanto Amapá (-5,5%), Amazonas (-5,4%) e Rio Grande do Sul (-4,6%) tiveram as reduções mais acentuadas. A atividade do Rio de Janeiro encolheu 2,8%.

 

Nove estados tiveram queda maior do que 3,5%, ou seja, acima do resultado geral para o país naquele ano: Maranhão, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Amapá.

 

- É uma queda de 3,5% da economia brasileira que se espalha por todas as unidades da federação. Esse resultado, que é inédito em toda a série da pesquisa, ocorre em função de todas essas atividades que são importantes nas economias desses estados como indústria, comércio e construção, e que tiveram quedas acentuadas - disse Frederico Cunha, gerente de Contas Regionais do IBGE.

 

O IBGE destacou que boa parte do resultado não tão ruim da economia sul-mato-grossense deve-se ao desempenho positivo da agropecuária no estado, que expandiu 10,1%. Amapá, Amazonas, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, que tiveram quedas maiores do que o resultado geral para o país, tiveram contribuição importante das atividades dos setores de indústria e serviços, que também recuaram.

 

 

Cinco estados concentram 64,7% do PIB

 

Os cinco estados com maior participação no PIB do país em 2015 (São Paulo (32,4%), Rio de Janeiro (11,0%), Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (6,4%) e Paraná (6,3%)) concentravam 64,7% da economia brasileira, 0,2 pontos percentuais menos do que em 2014. Essa redução deveu-se sobretudo a Rio de Janeiro e Minas Gerais, que registraram queda na participação. O RJ, teve a maior queda nesse sentido, de 0,6 pontos percentuais.

 

O Paraná foi o estado que ganhou mais participação entre 2014 e 2015, com 0,3 pontos percentuais., seguido por Bahia, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, com 0,2 pontos cada um.

 

Não houve alteração na posição das maiores economias do país entre 2014 e 2015. Elas seguem sendo, nessa ordem: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Distrito Federal, Goiás e Pernambuco.

 

O PIB do Brasil em 2015 foi de R$ 5,996 trilhões, como informado semana passada. São Paulo somou R$ 1,940 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 659 bilhões), Minas Gerais (R$ 519 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 382 bilhões). Os três Estados com menor atividade econômica foram Roraima (R$ 10,354 bilhões), Acre (R$ 13,622 bilhões) e Amapá (R$ 13,861 bilhões).

 

Fonte: O Globo

 

Imagem: Study International

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Parceria entre UE e Mercosul está próxima, diz VP da Comissão Europeia

Apesar de grandes obstáculos que ainda restam na mesa de negociação, como cotas para produtos agrícolas e acesso a licitações, União Europeia e Mercosul nunca estiveram tão perto de fechar um acordo, o que pode acontecer no mês que vem.

 

Para o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, cuja vinda ao Brasil na semana passada foi encarada como sintoma da forte vontade dos europeus de baterem o martelo com o bloco sul-americano, a parceria está "muito perto".

 

A diplomacia brasileira também acredita, segundo a Folha apurou, que um compromisso político de ambos os lados, a ser detalhado nos próximos anos, tem boas chances de ser anunciado em dezembro, em Buenos Aires, na reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio).

 

Esse quadro mais favorável a uma parceria, que está em negociação há 17 anos vem do recuo dos Estados Unidos como protagonista no comércio exterior, reflexo da eleição de Donald Trump.

 

A UE quer ocupar esse espaço: além de negociar com o Mercosul, fechou neste ano um acordo com o Japão.

 

Na última sexta (10), o Mercosul apresentou à UE um pacote com propostas de quantidades máximas de produtos comercializados e regras para troca de bens entre os blocos. Se a reação da UE às sugestões for positiva, as negociações poderão ser intensificadas até o final do ano. A UE é o principal parceiro comercial do Mercosul.

 

COTAS E PATENTES

 

Do lado sul-americano, o que resta a ser discutido é principalmente um acesso mais amplo de produtos agrícolas ao mercado europeu, com destaque para as cotas de exportação de carnes.

 

Enquanto o Mercosul insiste em cotas que superem as 100 mil toneladas, a UE defende um limite máximo bem menor, de 70 mil toneladas.

 

"Tenho certeza que podemos achar uma solução para isso", afirmou Katainen, ao ser questionado sobre o tema em entrevista à Folha. "A carne é uma parte pequena".

 

Na outra ponta, além do ganho geopolítico que o bloco teria ao assinar um acordo com o Mercosul, os europeus querem mais acesso ao mercado sul-americano de contratos públicos (licitações), o que enfrenta resistências.

 

Outra dificuldade é que as indústrias da UE e do Mercosul dependem mais e menos, respectivamente, de peças e componentes comprados de países de fora desses blocos.

 

Por isso, a regra de origem, ou o critério usado em acordos comerciais para determinar de onde é um produto, precisa ser mais flexível no caso da UE e mais rígida no Mercosul –os negociadores buscam um meio-termo.

 

Além disso, os europeus defendem a extensão da vigência de patentes de produtos farmacêuticos, e os sul-americanos são contra.

 

Segundo fontes próximas às negociações, um estudo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostra que se patentes de seis medicamentos fossem estendidas com quer a UE, o custo para o Ministério da Saúde seria de US$ 500 milhões por ano.

 

É uma despesa que o Brasil, que enfrenta sérias dificuldades fiscais, não poderia se dar ao luxo de ter.

 

Essas questões, na avaliação do vice-presidente da Comissão, podem ser superadas. "O Mercosul e a União Europeia seriam muito mais fortes do que somos hoje na arena mundial", disse.

 

Fonte: Folha de S. Paulo On-line

 

Imagem: O Globo

22º

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Temer não quer validar Rota 2030 até Mercosul fechar acordo com UE

O governo federal quer priorizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Assim, decidiu que não vai implementar o Rota 2030, programa industrial que substituiria o Inovar-Auto a partir do ano que vem, até que o acordo entre os dois blocos seja fechado.

 

Pessoas que acompanham as discussões consideram que o novo programa para a indústria automobilística pode se tornar mais um obstáculo às negociações, que se prolongam por 17 anos.

 

O presidente da República Michel Temer considera que fechar o acordo comercial com os europeus será um feito político importante para o seu governo. Não quer colocar essa chance em risco. Sua equipe acredita na possibilidade de um desfecho até o final deste ano.

 

Temer não descarta um programa automotivo que seja mais curto e que não deixe dúvidas sobre possíveis discriminações a fabricantes estrangeiros. A avaliação do governo é que o Rota 2030 pode ser interpretado como uma alternativa para manter o tratamento diferenciado entre nacionais e importados –o que levou o Brasil à condenação na OMC (Organização Mundial do Comércio).

 

O Inovar Auto se encerra em 31 de dezembro e as montadoras querem de Temer que o Rota 2030 seja aprovado até lá. O novo programa prevê desconto de até dez anos no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as empresas que cumprirem metas de eficiência energética, segurança veicular e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

 

INCENTIVOS

 

Outro benefício pleiteado pelos fabricantes é a manutenção de cerca de R$ 1,5 bilhão em incentivos para pesquisa e desenvolvimento no país –como previa o Inovar-Auto. O ponto que pode provocar contestações é o que prevê que investimentos em pesquisa e desenvolvimento sejam responsáveis por parte dos descontos no imposto.

 

A avaliação é que as montadoras estrangeiras que não possuem fábrica no Brasil, ou que não estão dispostas a abrir um laboratório no país, ficariam em desvantagem.

 

Isso poderia dar margem a novas reclamações na OMC, indesejáveis especialmente em um momento em que o país está construindo um acordo com o bloco europeu.

 

Representantes das montadoras se reuniram na terça-feira (14) com Temer, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com Marcos Pereira, titular do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço), mas o impasse não foi resolvido.

 

"Presidente, o senhor está com a bola na marca do pênalti. Só falta o senhor chutar", disse o presidente da Anfavea, Antônio Megale, durante a reunião, segundo relato de pessoas presentes.

 

Temer respondeu: "É, mas ainda tem um goleiro", se referindo ao Ministério da Fazenda, contrário aos incentivos, que não estão previstos no Orçamento de 2018.

 

EM DISCUSSÃO

 

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o Ministério do Desenvolvimento discorda que o Rota 2030 possa criar problemas com a UE.

 

O programa teria sido desenhado para não sofrer as restrições enfrentadas pelo Inovar-Auto. Oferece desconto de IPI em troca de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A pasta também acredita que, como o setor automobilístico não faz parte do Mercosul e a implementação do acordo com a UE levaria muitos anos, o Rota 2030 não representaria um risco para a parceria.

 

-

 

ENTENDA O ROTA 2030

O que é?

 

Nova proposta de política industrial para o setor automotivo estabelece metas de eficiência energética e investimentos que, se atingidas, geram desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

 

Como funciona?

 

O IPI seria aumentado em dez pontos percentuais para todos os veículos, nacionais ou estrangeiros. As montadoras que cumprirem metas de eficiência energética, segurança veicular e investimentos em pesquisa poderão ter esse imposto zerado

 

Itens que gerariam desconto no IPI

 

Eficiência energética

 

Segurança veicular

 

Etiquetagem veicular do Inmetro

 

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento

 

Tempo de vigência

 

15 anos

 

*

 

O QUE É O INOVAR-AUTO, QUE EXPIRA EM DEZEMBRO

 

Prevê 30 pontos percentuais adicionais no IPI para as montadoras que não cumprirem com metas de conteúdo nacional e etapas de produção dentro do Brasil

 

No caso de veículos importados, o programa sempre prevê uma sobretaxa de IPI de 30 pontos, prática que foi condenada na OMC (Organização Mundial do Comércio)

 

As alíquotas de IPI variam de acordo com o tamanho do motor do veículo; se estuda que no Rota 2030 essa variação seja de acordo com a eficiência energética

 

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Imagem: Uol

Câmbio

Dólar comercial

1 Dólar = R$ 3,30

Euro

1 Euro = R$ 3,86

Indicadores

Saldo comercial (abril/2016)

US$ 4,861 bilhões (superávit)

Importações (abril/2016)

US$ 10,513 bilhões

Exportações (abril/2016)

US$ 15,374 bilhões

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17

nov

Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar (Colacmar)

22

nov

11º Seminário de Sustentabilidade e Meio Ambiente Marinho

23

nov

11º Seminário de Sustentabilidade e Meio Ambiente Marinho

Estudos e Pareceres

Economia

Carta Anfavea - Novembro/2017

Confira a carta da Afavea neste link que traz dados das exportações e importações automotivas.

 

Infraestrutura

Infrastructure Investment and Its Impact on Job Creation in Brazil

Confira o relatório completo do The Boston Consulting Group neste link.

 

 

 

Economia

A Indústria em Números - Novembro/2017

Confira o relatório completo da CNI neste link.

 

Acadêmico

Um estudo sobre infraestrutura: impactos produtivos, cooperação público-privado e desempenho recente na América Latina

Confira o trabalho acadêmico completo produzido pelos estudantes da FGV, 

Pedro Cavalcanti Ferreira e João Mário Santos de França, neste link.

 

Dados e Estatísticas

Legislação e Justiça